Biblioteca Eça de Queirós

 Aproveitando a bonança de uma boa fase de leitura, em que tenho conseguido ler com regularidade, decidi criar um projecto de leitura pessoal, paralelo às minhas leituras habituais.

Tenho uma especial admiração pela escrita de Eça de Queirós, ou melhor, pelos diferentes tipos de escrita do mesmo autor. Confesso que me senti mais próximo de As Cidades e as Serras do que de Os Maias, embora compreenda o hiato temporal entre ambas. É certo que a crítica social e a crónica de costumes são presença em ambas. O olhar do autor, como um cientista que disseca a realidade, está igualmente presente. Porém, houve algo que me aproximou mais desta do que daquela. Não saberia explicar bem o quê, talvez a maturidade. 

Ainda assim, considero que li muito pouco de Eça. É uma lacuna que demoro a preencher. Sou pouco dado à literatura portuguesa, devo confessar e tirando Eça de Queirós, são pouco os autores portugueses que me suscitam curiosidade. Tenho me obrigado a fazer o percurso inverso e, espero, a seu tempo lá chegar. 

Contudo, por agora, decidi explorar um pouco a obra de Eça de Queirós e lançar-me um desafio. Leituras para doze meses, a começar já este mês. Não vou ser demasiado ambicioso neste percurso. Como estarei a ler outros autores pelo meio, estou a propor-me um percurso bi-mensal. Uma obra por cada dois meses, da lista que colocarei um pouco mais adiante. Pode parecer pouco mas creio que será um começo. 

A minha ideia é criar um espaço semanal de trinta a noventa minutos (de uma vez ou repartidos) para leitura de algumas obras selecionadas de Eça de Queirós. A escolha das mesmas foi aleatória e não obedece a nenhuma sequência cronológica. Algumas delas, na verdade, serão uma releitura. Em paralelo, gostaria de complementar a leitura das obras com alguns textos de apoio que tenho encontrado e selecionado ao longo dos anos. 

Passo a apresentar as obras selecionadas e o período a que se referem:

Setembro/Outubro: Contos

Novembro/Dezembro: O Mistério da Estrada de Sintra

Janeiro/Fevereiro: O Primo Basílio 

Março/Abril: Os Maias

Maio/Junho: O Mandarim

Julho/Agosto: A Relíquia 

No fim de cada leitura (esperando que se realize a cada dois meses) procurarei fazer um comentário ou uma ficha de leitura com os seus aspectos principais. Nada de demasiado aprofundado, claro. Apenas para referências futuras. 

Por ora prosseguirem com a leitura dos Contos.

Até breve!



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